Atualização do piso salarial: Decreto nº 70.483 sobre abono complementar é publicado

22 abr, 2026

O Governo do Estado de São Paulo publicou o Decreto nº 70.483, de 25 de março de 2026, que regulamenta o pagamento de abono complementar para profissionais da educação estadual.

A medida tem como objetivo garantir que os vencimentos dos servidores do magistério atinjam o piso salarial nacional da categoria, conforme determina a Lei Federal nº 11.738/2008.

Neste artigo, você vai entender quem tem direito, quais são os valores atualizados e como funciona o pagamento desse complemento salarial.

O que muda com o Decreto nº 70.483?

O decreto estabelece que professores e profissionais da educação estadual que recebem abaixo do piso nacional terão direito a um abono complementar, que ajusta o salário até o valor mínimo exigido por lei.

👉 Em outras palavras:
Se o salário base estiver abaixo do piso, o Estado paga a diferença.

Quais são os novos valores do piso salarial?

Os valores definidos variam conforme a jornada de trabalho do profissional. Veja os principais:

Jornada de 40 horas semanais

  • R$ 5.130,63

Jornada de 30 horas semanais

  • R$ 3.847,97

Jornada de 24 horas semanais

  • R$ 3.078,38

Jornada de 12 horas semanais

  • R$ 1.539,19

Além disso, há previsão específica para outros regimes:

  • Jornada ampliada (40h): R$ 5.130,63
  • Jornada completa (25h): R$ 3.206,64

👉 Esses valores garantem o cumprimento do piso nacional proporcional à carga horária.

Quem tem direito ao abono complementar?

O decreto abrange diversos profissionais da educação estadual, incluindo:

Professores:

  • Professor de Educação Básica I (PEB I)
  • Professor de Educação Básica II (PEB II)
  • Professor II

Gestão e suporte pedagógico:

  • Diretores de escola
  • Coordenadores pedagógicos
  • Orientadores educacionais
  • Assistentes de direção
  • Delegados de ensino

👉 O benefício também pode ser aplicado a:

  • Servidores ativos
  • Inativos
  • Pensionistas (em casos com paridade)

O abono complementar incorpora ao salário?

Aqui está um ponto muito importante — e que gera dúvidas:

❌ O abono complementar não é incorporado ao salário base

Isso significa que:

  • Não entra no cálculo de vantagens permanentes
  • Não impacta gratificações futuras

✔️ Porém, ele é considerado para:

  • 13º salário
  • Terço de férias

👉 Também há incidência de descontos previdenciários e de assistência médica.

Quando o novo valor começa a valer?

O decreto já está em vigor, mas seus efeitos são retroativos a 1º de janeiro de 2026.

Ou seja:

  • Os servidores têm direito a receber valores ajustados desde o início do ano
  • Pode haver pagamento retroativo das diferenças

Por que esse reajuste é importante?

A atualização do piso salarial é fundamental para:

  • Garantir valorização dos profissionais da educação
  • Cumprir a legislação federal
  • Evitar defasagem salarial frente à inflação

👉 Sem esse complemento, muitos servidores ficariam abaixo do mínimo legal.

Atenção: ponto crítico para servidores

Apesar do reajuste, o uso de abono complementar levanta um alerta importante:

👉 Como o valor não é incorporado ao salário base, ele pode limitar ganhos futuros e impactar a evolução da carreira.

Por isso, muitos profissionais buscam orientação para entender:

  • Se há direito à incorporação
  • Possíveis revisões salariais
  • Diferenças não pagas corretamente

Conclusão

O Decreto nº 70.483 representa uma medida necessária para adequar os salários dos profissionais da educação ao piso nacional.

No entanto, o formato adotado — por meio de abono complementar — exige atenção, já que não gera reflexos permanentes na remuneração.

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