Atualização do piso salarial: decreto nº 70.483 garante abono complementar para professores da rede estadual

23 abr, 2026

O Governo do Estado de São Paulo publicou o Decreto nº 70.483/2026, que estabelece o pagamento de abono complementar aos profissionais da educação estadual.

A medida tem como objetivo assegurar que os salários dos docentes atinjam o piso salarial nacional do magistério, conforme previsto na Lei Federal nº 11.738/2008.

Neste conteúdo, você vai entender quem tem direito, quais são os valores atualizados e os impactos reais dessa mudança na remuneração dos professores.

O que prevê o novo decreto?

O decreto determina que o Estado deve complementar a remuneração dos servidores sempre que o salário estiver abaixo do piso nacional.

👉 Na prática:

  • O professor não pode receber menos que o piso
  • Se o valor estiver abaixo, o governo paga a diferença por meio de abono

Esse modelo já vem sendo utilizado em anos anteriores como forma de adequação à legislação federal.

Valores atualizados do piso por jornada

Os valores definidos pelo decreto variam de acordo com a carga horária:

  • 40 horas semanais: R$ 5.130,63
  • 30 horas semanais: R$ 3.847,97
  • 24 horas semanais: R$ 3.078,38
  • 12 horas semanais: R$ 1.539,19
  • 25 horas semanais: R$ 3.206,64

👉 Esses valores representam o mínimo garantido após a aplicação do abono.

Quem tem direito ao abono complementar?

O benefício é destinado aos profissionais da Secretaria da Educação, incluindo:

✔️ Docentes:

  • Professores de Educação Básica I e II
  • Professores II

✔️ Gestão e suporte:

  • Diretores de escola
  • Coordenadores pedagógicos
  • Orientadores educacionais

Além disso, também podem ter direito:

  • Servidores ativos
  • Aposentados e pensionistas com paridade
  • Profissionais em função-atividade (proporcional à carga horária)

O abono complementar entra no salário?

Esse é um dos pontos mais importantes — e que exige atenção:

❌ O abono não é incorporado ao salário base

Ou seja:

  • Não impacta gratificações futuras
  • Não altera a estrutura da carreira

✔️ Porém, ele é considerado para:

  • 13º salário
  • Terço de férias

👉 Também há descontos previdenciários e de assistência médica sobre o valor.

Quando o pagamento começa?

O decreto já está em vigor e possui efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.

Isso significa que:

  • Os profissionais têm direito ao reajuste desde o início do ano
  • Pode haver pagamento de valores retroativos

Por que esse ajuste é necessário?

A atualização anual do piso do magistério é uma exigência legal.

Sem o abono complementar:

  • Muitos professores ficariam abaixo do mínimo nacional
  • O Estado estaria em desacordo com a legislação

👉 O objetivo principal é garantir uma remuneração mínima justa para a categoria.

Ponto de atenção (visão estratégica)

Apesar de garantir o piso, o modelo via abono levanta uma questão importante:

👉 Como o valor não é incorporado ao salário, ele pode:

  • Limitar ganhos a longo prazo
  • Reduzir impactos positivos na carreira
  • Gerar distorções entre servidores

Esse é um dos principais pontos debatidos por especialistas e entidades da categoria.

Conclusão

O Decreto nº 70.483/2026 assegura que os professores da rede estadual de São Paulo não recebam abaixo do piso nacional, utilizando o abono complementar como mecanismo de ajuste.

Embora a medida cumpra a legislação, ela também levanta discussões importantes sobre valorização real da carreira docente.

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